domingo, 1 de março de 2009

A ultima paragem: LangKawi (Malasia)



Ja a caminho de casa, em Londres, ainda ha tempinho para por mais umas fotos de uns sitios feios por onde andei =))

Langkawi, uma ilha do norte da Malasia, foi a ultima paragem antes do regresso, fiquei 3 dias num hotel na praia.

Ao todo foram 29 dias de viagem. Deu para passar por 3 paises: Tailandia - Laos - Tailandia - Malasia. Fica bem no passaporte, ate pareco um viajante muito viajado.

Ha muitas historias e fotos que ainda para acrescentar no blog, e tambem esta a precisar de uma certa organizacao. Hoje nao. Porque hoje comecou ontem as 6h da manha. Levantei-me e fui para a porta do hotel. Uma mini van apanhou-me e levou-me ate ao cais onde apanhei um ferry para a Tailandia. Quase duas horas dentro de um ferry ate uma pequena localidade portuaria chamada Satun. de votla a Tailandia fui logo recebido por uma tentativa de me sacarem mais dinheiro. Com sono e a caminho de casa, disse logo que nao pagava mais nada, ja tinha comprado o bilhete ate ao aeroporto de Hat Yai. De castigo espetaram comigo no BUS local, quando entrei juro que pensei "pronto e agora que me tirar um rim". Estava vazio e tinhas as cortinas todas fechadas. Mas nada disso. Era o BUS local e foi uma viagem bem interessante. BUS local significa que se houver alguem no caminho a abanar o braco o autocarro para e apanha essa pessoa mesmo que ja va tudo ao colo uns dos outros. Eu era o unico turista, e aqui nao devem aparecer muitos, porque os olhares eram de muita curiosidade, muitos risos. Aqui nota-se que a lingua e uma barreira, as pessoas ate parecem ter vontade de falar mas em tailandes fica dificil. E no entanto com um pouco de boa vontade acontecem coisas giras, como falar ingles com alguem que responde em tailandes e a gente ate parece que se entende. E aqui levantou-se uma questao. tinha sido interessante falar com um tailandes de uma classe mais alta, trocar impressoes sobre o pais, o turismo. Porque aquilo que um turista apanha muito sao tailandeses de classe baixa que procuram fazer a vida, e para muitos os turistas sao dolares com pernas. Nem adianta explicar a um que, sim, ate tenho alguma capacidade financeira para poder chegar ali e fazer ferias que me apetece, mas tambem me matei a trabalhar nos ultimos anos para isso. Nao entendem. Por isso muitas vezes ficamos com a sensacao que eles sorriem muito porque tem de ser, e isto foi uma opiniao partilhada com muitas das pessoas com quem me cruzei.
Na verdade e um povo simpatico sim, e aqui no BUS local com pessoas que vao no seu dia-a-dia, e raramente veem turistas, da para perceber isso mesmo


Bom, chegado a Hat Yai depois de 3h de viagem, largaram-me na estacao das camionetas. Eu tinha de ir para o aerporto que nao fazia a minima ideia onde era. E estava sem dinheiro. Aqui nem "ATM" eles percebem. Foi preciso tirar o cartao e fazer muitos gesto para que me explicassem onde era o ATM. Ganhei logo uma dezena de amigos que me seguiam por onde quer que eu andasse, sempre a perguntar "where do you go?", "I go to the toilet do you know where it is?"... O primeiro taxi com quem quis negociar a ida para o aerporto pediu-me 2600 Bahts. Uma hora depois, com muita paciencia consegui que me levassem por 400. E o aeroporto afinal ficava longe como tudo, fora da cidade no lado oposto. Bem, cheguei ao aerporto as 15h e o aviao para Bangkok era so as 1920h. Tive tempo para fazer daquelas coisas que hojer em dia ninguem se lembra de fazer, mas que toda gente gosta de receber: escrever postais a amigos e familia. E giro!

De Hat Yai, para Bangkok sao 1200 kms, e o bilhas do aviao custa uns escandalosos 17 euros... acho que nem chegou a isso. Chegado a Bangkok fiz o check-in e fui devorar um mega Double Whopper ao Burger King! Chlep! Depois comecei a mentalizare-me para as 11h de voo que me aguardavam. Nao adiantou grande coisa. No total ate chegar a casa, desde ontem as 6h em Langkawi vao ser 44h de viagem, mas eu venho com um sorriso de Long Boat nos labios.

Em jeito de conclusao a quente, e preciso dizer: toda a gente devia experimentar viajar assim. E uma maravilha, pelos sitios que se veem, as pessoas que se conhecem e as historias que se vivem. Nao ha experiencia equivalente. Andar perdido literalmente na conchichina e uma experiencia que recomendo a todos. E preciso ter vontade para isso, mas compensa.

2 comentários:

  1. Extraordinário, os meus manos já tinham feito esta experiência e já tinha ficado com inveja.
    Só tu para te aventurares assim.
    Ainda bem que foste porque acima de tudo tu precisavas de viver isto. Fico feliz mais ainda mais roída de inveja. Tens muito para contar
    Helena

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  2. Fiquei sensibilizada com a parte dos postais para os amigos!
    A sério, acho que é preciso coragem para isto. Coragem porque estamos demasiado automatizados para férias marcadinhas e acompanhadas. Isto de ir de peito aberto ao desconhecido não é para todos, mas acredito que quem o faz vem mais cheio. De tudo, de experiência e de si próprio.

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